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O Futuro da Construção em Portugal: O Que Esperar no Pós-PRR

O Futuro da Construção em Portugal: O Que Esperar no Pós-PRR

10/04/2026

O fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) marca o início de uma nova fase para o setor da construção em Portugal. Mas que oportunidades se abrem neste novo ciclo? Explorámos este tema no nosso recente webinar com André Ferreira, consultor comercial, no qual partilhamos reflexões sobre as dinâmicas do setor e as principais conclusões. 

O que muda com o fim do Plano de Recuperação e Resiliência? 

A AICCOPN reporta que, desde janeiro de 2026, se verificou uma redução de 46% no investimento público, no montante de 190 milhões de euros, face ao período homólogo. Este decréscimo reflete a priorização da conclusão de empreitadas em curso, com o objetivo de cumprir os prazos dos fundos europeus (até agosto de 2026).

Após o PRR, o setor da construção entrará numa nova fase – mais competitivo, estratégico e exigente. A escassez do mercado, com menor volume de empreitadas públicas a serem lançadas, vai fazer com que as empresas se foquem no setor privadoNeste contexto, para se posicionarem com sucesso, que atuam no setor de construção devem, em primeiro lugar, analisar as tendências emergentes que moldam o setor e introduzir produtos e/ou serviços inovadores para responder às necessidades do mercado. As principais tendências são:

  • Sustentabilidade e eficiência energética: a legislação impõe requisitos cada vez mais rigorosos nesta área. 
  • Digitalização: ferramentas como o BIM ganham destaque e impulsionam a modernização do setor. 
  • Construção modular e off-site: estas abordagens reduzem custos e prazos de execução e combatem a escassez da mão de obra qualificada. 
  • Novos sistemas construtivos: promovem a inovação e aumentam a competitividade. 

Onde estarão as oportunidades? 

Em segundo lugar, será essencial para as empresas selecionarem bem as oportunidades de negócio, seja na criação de novas parcerias, seja na forma como se vão diferenciar no mercado. É importante perceber como o mercado se move, antecipar tendências, identificar novos intervenientes, mapear os maiores investimentos e compreender as tipologias de construção que surgem em cada zona. 

Será essencial identificar projetos em fase de planeamento, por exemplo, a concretização de grandes infraestruturas públicas — como o novo aeroporto e a terceira travessia do Tejo — poderá gerar novas oportunidades de negócio. O investimento privado deverá, igualmente, assumir um papel de maior relevância no contexto pós-PRR, nos setores como: 

  • Turismo e hotelaria, com dezenas de novos projetos  
  • Indústria, com novas fábricas a serem instaladas em Portugal  
  • Logística, com novos armazéns a serem construídos, impulsionado pelo crescimento do e-commerce. 
  • Energias renováveis, em que Portugal lidera na Europa  
  • Data centers, estimulados pelo crescimento da inteligência artificial 

 Mercado internacional 

Ao mesmo tempo, diante de um mercado interno limitado, a internacionalização surge como caminho natural para o crescimento. Cada vez mais as empresas em Portugal sentem a necessidade de expandir para outros países, o que lhes permite alcançar novos clientes e reduzir a dependência do mercado interno. Plataformas como a Construdata21 ajudam a mapear essas oportunidades e a criar estratégias mais seguras para entrar em mercados internacionais. 

Conclusão 

O fim do PRR não encerra oportunidades, e sim marca o início de uma nova fase. O setor continuará ativo, mas mais exigente. As empresas que anteciparem tendências, criarem parcerias e se posicionarem estrategicamente estarão preparadas para prosperar neste novo ciclo. 

Assista ao webinar pelo link |  Com o fim do PRR, o que muda na construção?